quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sumaúma

Possuída de amor,
cheia dum eterno,
empurrada para um absoluto,
absorta por uma plenitude
que se continua no esbater do Sol
embrenhado por entre os castelos que navegam ao decimo deste meu vizinho
e raivoso mar!
Possuída de amor me sinto.
Quem me possui?
A mim, mulher que se diz livre e não o é de si, porque o amor a possui.

Onde está o amado desta amante possuída?
Não há braços que te alcancem,
não há lábios que te toquem,
não há peito que te aperte, coração que te sinta no seu bater desconcertado!
Possuída de amor!
Explosão de amor:
sumaúma empurrada pelo vento,
vulcão,
balão,
eu.
Eu: saco, cratera, envólcuro,
continente de amor!
Explosão, amostra de amor que voa, se espalha, se dissolve, se respira
e não se vê mais nem nunca!

Onde está o amado desta amante possuída?
Não há braços que te alcancem,
não há lábios que te toquem,
não há peito que te aperte, coração que te sinta no seu bater desconcertado!
Possuída de amor!
Janeiro de 82








3 comentários:

Unknown disse...

Muito bonito o poema!

Victor

Anónimo disse...

Viste como é facil! Um blogue é isto , "pedaços" que formam um todo! Uma vida sem muros , uma luz numa noite sagrada onde os deuses tocam a vida dos homens !
Beijo e continua
Ze Gracio

Anónimo disse...

Nice Blogue...