segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Liberdade...!


Ata-me para sempre, tu!

Ata as minhas mãos,

Tu.

Ata-mas

Com esse misteriosos nó entre o tudo e o nada,

Com essa união que funde a oferenda com a chama.

Tu.

Ata-mas...

Abertas como páginas em branco onde...

Ou juntas como os sulcos que se unem sobre a semente lançada

para esconder a morte e dar vida quando em amor a todos se repartem.

Ou mais juntas ainda em indissolúvel atitude de...amor.

Tu.

Ata-as!

São flores brancas devem estar atadas.

Que importa o que dizem (!)

Tu.

Ata-as, são pobres, enriquecerão.

Tu.

Ata-as, estando presas como pombas que voam em voo branco

e livre em suas casas, querem estar atadas.

Tu.

Ata-me bem, ó tu, e serei livre.

Ata-me junto com as mãos a alegria que quero dar e ter.

Tu.

Nada, nada.

Tu.

As minhas mãos sempre livres, brancas, juntas...

Tu.

1978